Como viajar com o seu cachorro ou gato para o exterior.


Você ja imaginou como seria legal viajar para o exterior e poder levar o seu mascote? Essa é uma das coisas que mais geram dúvidas quando se pensam em mudar ou viajar para passar muitos dias no exterior.

Ano passado fiz uma viagem com meu Yorkshire o Boby por 13 dias para o Uruguay e Argentina. Passamos dias maravilhoso com ele e valeu super a pena ter corrido atrás da documentação para levá-lo nessa viagem, fomos de carro e tem várias fotos lá no meu insta @maricosta_yt passa lá pra conferir, até na praia ele foi, a viagem foi incrível.

Imaginar que eu ia passar todo esse tempo sem ele não é nada legal, me parte o coração. Mas tem viagens que não dá mesmo pra levar por diversos motivos e um deles é o financeiro.

Mas se você pode e quer levar o seu cachorro não pode deixar de conferir todas as dicas.
A documentação é o CZI (Certificado Zoosanitário Internacional) ou CVI (Certificado veterinário Internacional) que são a mesma coisa. Até o mês de dezembro de 2015 o Brasil não estava mais expedindo passaportes para cães, por motivos administrativos. Mas esse certificado funciona como um passaporte.

O passaporte não é obrigatório. E será utilizado caso o país de destino aceite o passaporte no lugar do CVI.

Antes de viajar é necessário entrar em contato com o consulado do país para obter maiores informações sobre o país de destino.

Para retirar o CVI:

O animal deve ser submetido, dentro dos 10 (dez) dias anteriores à data de emissão do CVI, a um exame clínico realizado por um médico veterinário registrado no CRMV-UF, que ateste que o animal se encontra clinicamente saudável, sem evidências de parasitose e que está apto para sua transferência ao país de destino.

Informações para o Mercosul.


Atestado de Saúde:


No atestado de saúde deverão constar as seguintes declarações:

- que o animal não apresenta sinais clínicos de doenças, sem evidências de parasitoses e que está apto à transferência ao país de destino; e

- que o animal foi submetido, nos últimos 15 (quinze) dias, a um tratamento eficaz de amplo espectro contra parasitas internos e externos, indicando as seguintes informações:

- Data de administração do antiparasitário interno (dia/mês/ano);

- Laboratório/Nome comercial:

- Princípio ativo do produto:

- Data de administração do antiparasitário externo (dia/mês/ano);

- Laboratório/Nome comercial:

- Princípio ativo do produto:

Além disso, deverão constar informações sobre:

- tratamentos veterinários aos quais os animais foram submetidos nos últimos 3 (três) meses, indicando as seguintes informações:

- Diagnóstico presuntivo:

- Data de administração do produto (dia/mês/ano);

- Laboratório/Nome comercial;

- Princípio ativo do produto.

- imunizações vigentes contra outras doenças, indicando as seguintes informações:

- Nome comercial da vacina;

- Doença;

- Laboratório fabricante;

- Nº de partida ou lote;

- Data da vacinação.


Carteira de Vacinação:


- Para animais com mais de 90 (noventa) dias de idade, é exigido que a vacinação antirábica tenha sido realizada e encontra-se dentro do período de validade; 

- No caso de animais primovacinados, a viagem somente será autorizada após transcorridos 21 (vinte e um) dias da aplicação da vacina contra raiva. 

- Para animais com menos de 3 meses não é exigida Carteira de Vacinação; 

- Os animais com menos de 3 (três) meses de vida poderão transitar para países do  Mercosul quando for comprovado à autoridade veterinária: 

i) que a idade do animal é menor de 90 (noventa) dias; e 

ii) que o animal não esteve em nenhuma propriedade onde tenha ocorrido caso de raiva urbana nos últimos 90 (noventa) dias, tendo como base a declaração do proprietário e/ou as informações epidemiológicas oficiais.


Informações Gerais:


a) O CZI será válido por um período de 60 (sessenta) dias corridos, contados a partir da data da sua emissão, para o ingresso ou retorno aos países do MERCOSUL. 

b) O exame clínico deverá ser realizado 10 (dez) dias anteriores à data de emissão do CZI; 

c) Não há exigência de sorologia para pesquisa de anticorpos contra raiva, exceto se o país destino exigir; 

d) Não há exigência de quarentena ou outra medida sanitária que a autoridade veterinária oficial brasileira considere apropriada, desde que atendidas todas as normas sanitárias e documentais. 

e) Nos casos de chegada a um ponto de ingresso, de um animal que não cumpra com os requisitos sanitários estabelecidos, a Autoridade Veterinária poderá adotar as medidas sanitárias que considere apropriadas para salvaguardar sua condição zoossanitária. 

f) Os gastos e/ou perdas de qualquer natureza, resultantes do não cumprimento parcial ou total dos requisitos estabelecidos, correrão por parte do proprietário/responsável pelo animal.
É necessário ainda questionar às autoridades do país (consulado e autoridades aeroportuárias) se é obrigatórios o uso de microchip.

A depender do país de destino algumas regras podem mudar, mas você pode obter mais informações junto ao Ministério de Agricultura, Aeroportos e embaixadas dos países em que vai embarcar.

Quando fiz a viagem com o Boby, optei por colocar o microchipe, assim caso ele se perdesse poderíamos comprovar que ele é nosso, e optei por comprar a medalha em que consta um código e endereço na internet, em que caso ele se perdesse e alguém achasse poderiam entrar em contato comigo através de mensagens.

Não esqueça dos demais detalhes como caixa de transporte. E essa deve ser vista junto à empresa aérea, trem ou navio. Lembre-se que nem todas as raças podem viajar de avião, e a depender do peso o mascote irá viajar dentro do avião ou no compartimento de bagagens.

Espero que o post tenha ajudado e boa viagem!

Beijinhos

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